Hoje é um dia muito especial: é o Dia dos Pais! É claro que sou suspeito para falar sobre isso, já que sou pai. Mas sendo filho também, acho que alguma imparcialidade ainda me resta.
Outro dia recebi uma apresentação muito bonita sobre pais e filhos, que terminava com a seguinte frase:
"A gente só aprende a ser filho quando se torna pai e só aprende a ser pai quando se torna avô."
Portanto ainda não sei direito se sou um bom pai, mas faço o melhor que posso. A amor que a minha filha demonstra por mim faz-me pensar que estou no caminho certo. (By the way Juju, adorei os DVDs e o gibi do Sandman!) =)
Do meu pai, posso dizer do imenso orgulho que sinto desse cara que tem sempre tentado ser uma pessoa melhor e sempre fez por nós, seus filhos, tudo o que pode com o pouco que tínhamos. Ele me ensinou o valor da honestidade, da generosidade, da perseverança, da lealdade, do conhecimento e de tantas outras coisas que não caberiam aqui neste pequeno post.
Mas também não posso deixar de citar várias outras figuras paternas que tive, principalmente meus tios, que sempre me orientaram a andar pelos caminhos do bem. Agradeço pelos que ainda estão comigo e que ainda posso curtir. Sinto saudades daqueles que se foram, com o conforto da certeza de saber que eles estão num lugar muito melhor, pelos homens e pais que foram.
E é claro, parabéns aos pais da minha geração: meus amigos, meu irmão, meus primos. É comum fazermos uma piadinha uns com os outros - "Pai é quem cria" - mas esta piadinha, enquanto serve para desafiar o brio dos amigos, traz em si toda a verdade! Gerar um filho não faz de um homem um pai. É preciso muita dedicação e amor para que se possa receber o título de pai. Para a minha felicidade, no círculo em que vivo, tenho convivido com pais que fazem por merecer cada segundo em que carregam este título.
Festival Brasileiro de "Estragamento" de Títulos Cinematográficos
Outro dia, lendo um post do Depósito de Neuras sobre o novo filme do Woody Allen, "Whatever Works", lembrei das irritantes manias dos nossos tradutores de títulos de filmes lançados no Brasil, se é que se pode chamar o que é feito de tradução.
Parece que os caras acham que têm que explicar (mal pra caramba) a estória no título do filme. Para fazer isso, os nossos "peritos" em tradução de títulos cinematográficos recorrem a dois estilos básicos: inventar um título "explicativo" ou acrescentar um aposto ao nome do filme.
O título inventado em Português geralmente nada tem a ver com o título original. Nos exemplos abaixo eu coloquei o título oficial em Português, o título em Inglês e a tradução mais próxima do título original que consegui encontrar:
- "A Noviça Rebelde" (1965), "The Sound of Music", "O Som da Música" - "As Panteras" (1976 a série, 2000 o filme), "Charlie's Angels", "Os Anjos de Charlie" - "Curtindo a Vida Adoidado" (1986), "Ferris Bueller's Day Off", "O Dia de Folga de Ferris Bueller" - "Esqueceram de Mim" (1 (1990), 2 (1992) e 3 (1997)), "Home Alone" (1, 2 e 3), "Sozinho em Casa" - "Quem Vai Ficar com Mary" (1998), "There's Something About Mary", "Tem Alguma Coisa Sobre a Mary" - "Máfia no Divã" (1999), "Analyze This", Analise Isto" - "A Máfia Volta ao Divã" (2002), "Analyze That", Analise Aquilo" - "Grande Menina, Pequena Mulher" (2003), "Uptown Girls", "Garotas do Subúrbio" ou "Garotas da Periferia" - "Louco por Elas" (2003), "A Guy Thing", "Coisa de Homem" - "A Agenda Secreta do Meu Namorado" (2004), "The Little Black Book", "O Livrinho Preto" - "Quero Ficar Com Poly" (2004), "Along Came Poly", "Junto Veio Poly" - "Como Se Fosse a Primeira Vez" (2004), "50 First Dates", "50 Primeiros Encontros" - "De Repente 30" (2004), "13 Going on 30", "13 indo para 30" - "A Hora do Rango" (2005), "Waiting...", "Esperando..." - "Muito Bem Acompanhada" (2005), "Wedding Date", "Encontro de Casamento" - "Dois é Bom... Três é Demais" (2006), "You, Me and Dupree", "Você, Eu e Dupree" - "A Volta do Todo Poderoso" (2007), "Evan Almighty", "Evan Poderoso" - "Antes de Partir" (2007), "The Bucket List", "A Lista de Bucket" - "Antes Só do que Mal Casado" (2007), "The Heartbreak Kid", "O Garoto de Coração Partido" - "Maldita Sorte" (2007), "Good Luck Chuck", "Boa Sorte Chuck" - "Meu Monstro de Estimação" (2007), "The Water Horse: Legend Of The Deep", "O Cavalo D'Água: Lenda das Profundezas" - "Minha Mãe Quer que Eu Case" (2007), "Because I Said So", "Porque eu disse" - "Jogo de Amor em Las Vegas" (2008), "What Happens In Vegas", "O Que Acontece em Las Vegas" - "Loucas por Amor Viciadas em Dinheiro" (2008), "Mad Money", "Dinheiro Louco" - "Minhas Adoráveis Ex-namoradas" (2009), "Ghosts of Girlfriends Past", "Fantasmas das Namoradas Passadas"
Mas também há títulos bastante difíceis de serem traduzidos sem perder a essência. Aqui vão alguns cujos tradutores deveriam ser premiados por sua genialidade. Incluí uma tradução literal para dar uma idéia da dificuldade que esses caras enfrentaram. Tente achar um título melhor! ;)
- "Melhor é Impossível" (1997), "As Good As It Gets", "Tão Bom Quanto Fica" - "Alguém tem que Ceder" (2003), "Something's Gotta Give", "Alguma Coisa Tem Que Dar" - "Um Beijo Roubado", "My Blueberry Nights" (2008), "Minhas Noites de Mirtilo"
E da minha série "Eu odeio filmes com aposto", quando se trata de títulos que são nomes próprios, parece que os tradutores sentem que têm que justificar sua existência dando o seu "toque especial", que consiste em acrescentar um aposto que explica (muito mal) o que acontece no filme. Vejam alguns exemplos clássicos:
- "Forrest Gump - O Contador de Histórias" (1994), "Forrest Gump" - "Moulin Rouge - Amor Em Vermelho" (2001), "Moulin Rouge!" - "Lizzie McGuire - Um Sonho Popstar" (2003), "The Lizzie McGuire Movie" - "Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas" (2003), "Big Fish" - "Alfie - O Sedutor" (2004), "Alfie" - "Hairspray - Em Busca da Fama" (2007), "Hairspray"
A lista de títulos bizarros é infindável. Neste post eu quis dar apenas uma amostra da qualidade das traduções. Será que os nossos tradutores poderiam simplesmente deixar o ego de lado e se esforçar em traduzir da forma mais fiel possível? Como é mesmo aquele ditado italiano, "Traduttore, Traditore"? =)
Em 16 de Julho de 1969 o foguete Saturn V foi lançado ao espaço, levando a bordo três integrantes da missão Apollo 11, que durou aproximadamente 8 dias e 3 horas. Quatro dias após o lançamento, em 20 de Julho de 1969, o módulo Columbia desceu na Lua e lá permaneceu por cerca de 21 horas e meia. Dois de seus tripulantes pisaram o solo lunar e permaneceram fora do módulo por pouco mais de 2 horas e meia. O nome do primeiro homem a pisar o solo lunar é Neil Armstrong. Edwin Aldrin foi o segundo homem a pisar na Lua, e ironicamente seu nome raramente é lembrado. Menos lembrado ainda é o nome de Michael Collins, que permaneceu o tempo todo dentro do módulo.
Mas o que esses três cavalheiros foram fazer lá? Podemos citar algumas coisas: - Na época da guerra fria, eles foram "provar" a superioridade tecnológia americana, tornando verdadeira a promessa do presidente John F. Kennedy de levar um homem até a Lua e trazê-lo são e salvo de volta à Terra, antes do final dos anos 60. Eles fizeram isso com 3 homens! - Eles coletaram amostras de solo e rochas para análise. - Eles instalaram na superfície lunar um "espelho" que, com o uso de um feixe de LASER permitiu aos cientistas medir com grande precisão a distância entre a Terra e a Lua. - E eles até brincaram de pular como cangurus, ao testar os efeitos de uma gravidade 6 vezes menor que a da Terra.
Coincidência ou não, cerca de 104 anos antes, Julio Verne publicava "Da Terra à Lua", o primeiro conto de ficção cientifica espacial (o tatatatataravô de Guerras Nas Estrelas!), no qual um francês e mais dois veteranos da guerra civil americana constroem um enorme canhão e usam-no para se lançar num módulo até a superfície da Lua! Ignorando alguns problemas técnicos dessa idéia, Julio Verne até que acertou com grande precisão vários aspectos da missão Apollo 11:
- 3 eram o número de tripulantes que foram até a Lua;
- O canhão de Verne se chamava Columbiad e o nome do módulo Lunar, Columbia, e seu tamanho era similar ao daquele lançado pelo Columbiad;
- Ambos foram "lançados" da Flórida.
Gosto de relembrar a história do homem na Lua porque é um excelente exemplo de como tornar o impossível possível. Cada vez mais me parece que a distância entre a imaginação e a realidade é apenas uma questão de tempo.
"Impossível é aquilo que ainda não dominamos." - Mr. Spock - Jornada Nas Estrelas.
O que "O Grande Truque" tem a ver com as tomadas das nossas casas?
Para quem ainda não assistiu e para aqueles que precisam recordar, "O Grande Truque" ("The Prestige", em inglês) é uma ótima estória de rivalidade entre dois ilusionistas, outrora amigos, que disputam a fama a qualquer preço. O excelente elenco conta com Hugh Jackman (Wolverine - XMEN), Christian Bale (Batman Begins e Batman, Cavaleiro das Trevas) e com o vencedor de 2 Oscars e indicado para inúmeros outros, Sir Michael Caine, cuja fama e talento dispensam a extensa lista de filmes que ele já encenou. E com eles contracenam ainda Piper Perabo, Scarlett Johansson e Rebecca Hall, que certamente contribuem para a beleza do filme. ;-)
Mas o que isso tem a ver com as tomadas de nossas casas, afinal de contas?
Este post é uma homenagem a Nikola Tesla, nascido em 10/Jul/1856 na região hoje conhecida como Croácia e naturalizado americano, o gênio idealizador da teoria que deu origem ao sistema de corrente alternada, que alimenta todos os eletrodomésticos e aparelhos eletro-eletrônicos de nossas casas!
E o que isso tem de interessante? No filme, Nikola Tesla, que é interpretado por, pasmem, David Bowie (ele mesmo, o cantor inglês), é mostrado como um excêntrico cientista a procura de alguém que financiasse seus experimentos com eletricidade e magnetismo. Na vida real ele foi foi financiado por George Westinghouse, sim, aquele mesmo da tal de White-Westinghouse, famosa fabricante de eletrodomésticos dos anos 70.
Outra relação interessante entre o filme e a vida real é que Tesla e Westinghouse tinham um arqui-rival: Thomas Alva Edison, outro gênio e inventor da lâmpada elétrica. Mas rivais em quê? Bem, por volta de 1880 Edison e Tesla travaram uma batalha tecnológica conhecida como "Guerra das Correntes". O objetivo era definir o tipo de corrente elétrica usado para a geração e distribuição de energia elétrica para todas as casas.
Edison defendia o uso de corrente contínua (aquela gerada pelas pilhas, carregadores de baterias, etc.), que apresentava aparentes vantagens por supostamente ter menos perdas na distribuição. Na prática, porém, não era bem assim.
Por outro lado, a corrente alternada, defendida por Tesla, se mostrou muito mais flexível no que se refere à distribuição, conversão e uso, de modo que é ela que hoje move particamente tudo o que vemos.
Ah! E, apesar de toda a sua genialidade, não há registros históricos de que Tesla tenha inventado uma máquina como aquela mostrada no filme! =)
Uma história sobre muitas coisas: amizade, relacionamentos, sonhos, amores possíveis e impossíveis (estes últimos são sempre os melhores, mas é dos possíveis que vivemos), valores, sonhos, perseverança, mas principalmente sobre gente que acredita no amor verdadeiro e que é capaz de tudo para conseguí-lo, até mesmo de ficar louco de amor. Tudo isso com muito bom humor, em cenas engraçadíssimas.
Com um elenco de primeira linha que conta com Selton Mello, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Maria Manoella, Fernanda Torres, Paulo Betti e Lúcio Mauro, é diversão garantida!
A Luana Piovani mostra todo o seu talento (e muito mais) no papel da estonteante, sensualíssima e intangível Amanda. Quem não iria querê-la como amiguinha imaginária? =)
Selton Mello, protagonista de "O Auto da Compadecida" e de "Lisbela e o Prisioneiro", desempenha, com o talento de sempre, o papel cômico de Pedro Albuquerque, homem romântico, decente e crente no amor.
E Vladimir Brichta complementa esse talento, representando Carlos, melhor amigo e irmão de Pedro.
Como já disse, imperdível! Para os homens mais ainda! Afinal não é sempre que se vê a Luana Piovani como veio ao mundo! =P
Mário Quintana "A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira. .. Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê, já se passaram 50 (ou 60) anos! Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo; a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."
Quintana tenta, em vão, abrir nossos olhos para o quão valioso o nosso tempo é, independente das nossas crenças. Deixa claro a falta que o tempo mal usado fará na hora derradeira.
Ainda que eu acredite que tenhamos muitas vidas para viver, cada uma delas é uma dádiva de valor inestimável! E se esta nossa vida é única então, não encontro superlativo para definir o valor do tempo neste contexto.
Uma amiga me disse hoje: - Inferno são aqueles 5 minutos que precedem a nossa morte.
Pensei um pouco e acho que é naqueles 5 minutos que percebemos, de forma inquestionável, todas as coisas que poderíamos fazer, mas não fizemos. Por covardia, egoísmo ou mesmo por soberba. Aquelas coisas que transformariam esta vida de um medíocre purgatório em um paraíso. Devemos fugir tanto das obsessões quanto das procrastinações. Ambas são puro desperdício de tempo.
E como saber quando a busca pelo que se quer se tornou uma obsessão? Não existe uma regra. Acho que o que podemos fazer é avaliar se o retorno compensa o investimento. Subjetivo, né?
Parafraseando Renato Russo, "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", mas na medida certa, sem se anular nem se acovardar.
Quem sabe assim, quando eu estiver nos meus minutos derradeiros, eu possa sorrir e apreciar o belo trabalho que foi transformar o purgatório em paraíso.
Estreou nas telas o filme "O Dia Em Que A Terra Parou", que é um remake do homônimo de 1951, então dirigido por Robert Wise. Ele, que se foi em 2005, aos 91 anos de idade, foi o diretor (e em alguns casos, produtor) de nada menos que "A Noviça Rebelde", "Jornada Nas Estrelas - O Filme", "O Enigma de Andrômeda", "As Duas Vidas de Audrey Rose", só para citar alguns bem famosos.
Pessoalmente, "O Dia Em Que A Terra Parou", de Robert Wise, foi o principal responsável por eu ter seguido a carreira de tecnologia. Na primeira vez que assisti, nos anos 70, eu devia ter menos de 10 anos de idade, e fiquei fascinado por Gort, o cíclope robô de mais de 2,5m de altura, indestrutível e tremendamente poderoso e preciso em seus movimentos. Ali começou a minha admiração pela tecnologia, que perdura até hoje. Mas chega de nostalgia.
Se você é como eu, que não quer saber detalhes do filme antes de assistir, pare de ler aqui e volte depois de tê-lo assistido.
A temática do filme de 1951 gira em torno de um alienígena que vem advertir a raça humana quanto a seu comportamento egoísta, violento e desleixado, que ameaça o planeta Terra. O filme, pós Segunda Guerra Mundial, tem a nobre intenção de conscientizar as pessoas sobre os riscos da crescente tensão entre as nações e da corrida armamentista. O alienígena, Klaatu, pertencente a uma civilização de tecnologia muito mais avançada que a nossa, chega à Terra num disco voador e traz Gort como fiel escudeiro, sempre pronto a servi-lo. Klaatu insiste em falar a todos os líderes mundiais de uma só vez, o que era tão impossível naquela época quanto agora, para dar um ultimato à espécie humana.
A nova versão do filme, estrelado por Keanu Reeves e Jennifer Connelly, e dirigido por Scott Derrickson ("O Exorcismo de Emily Rose" e "Hellraiser: Inferno") manteve a mesmíssima linha do filme original. Isso fez com que esse remake se tornasse muito previsível, com um enredo cheio de clichês cinematográficos. Foi quase como assistir ao filme original, o que eu fiz duas semanas atrás. É claro que vários pontos foram atualizados, como o comportamento dos militares e políticos, bem menos cortês e ético, a ênfase numa guerra nuclear foi substituída pelos problemas ecológicos e a preservação das espécies, e os armamentos e tecnologia, que agora empregam nanotecnologia e UCAVs, aviões militares de controle remoto. E aqui cabe mudar um pouco o rumo da conversa.
Os UCAVs (Unmaned Combat Aerial Vehicle - um veículo aéreo, não tripulado e usado em combate) que muitos acharão "coisa de ficção científica", pasmem, já são realidade. Todas as grandes nações do mundo, EUA, Itália, França e Índia, só para citar algumas, já têm pesquisas bastante avançadas com protótipos em pleno funcionamento. Quanto à nanotecnologia, o nosso atual estado tecnológico está muito aquém daquele mostrado no filme.
Mas voltando a falar do filme, não posso deixar de citar uma cena que traz um conceito muito interessante e polêmico: Klaatu, que se apresenta como representante de várias civilizações existentes em vários planetas, ao ser interpelado pela secretária de defesa americana (a magnífica Kathy Bates) sobre suas intenções com o nosso planeta, responde: "- Seu planeta? Este planeta não é seu! Há poucos planetas capazes de abrigar vida no cosmos para que deixemos que vocês destruam este! Vocês, sem a Terra, não vivem. A Terra, sem vocês, vive!".
Há alguns dias uma amiga me mandou este vídeo. Quem aparece no vídeo é Steve Jobs, fundador da Apple, de personalidade difícil, uma pessoa enérgica e muitas vezes acusado de maltratar os que trabalham com ele. Mas como em qualquer debate o argumento deve prevalecer sobre o interlocutor, considero as palavras dele de tremenda valia.
Steve Jobs é um ícone na área de tecnologia. Como ele próprio menciona no vídeo, ele é o precursor dos meios que tornaram os microcomputadores uma ferramenta acessível a qualquer usuário. Ou seja, suas idéias tecnológicas permitiram as mudanças que vimos na forma como as pessoas trabalham e se relacionam ao longo das últimas duas décadas.
As palavras dele neste discurso na Universidade de Stanford me impressionaram mais do que seus feitos anteriores, por que ocasionalmente me pego questionando a minha carreira e a forma como gasto o meu tempo. Mas assim como muitas outras pessoas, vivo a maior parte dos meus dias sem pensar em quão curta a vida é.
Estas palavras ressoaram na minha alma e me fizeram refletir sobre as coisas que faço e as pessoas com que me relaciono. E obviamente questionar o valor do que faço e o modo como me relaciono com essas pessoas. Percebi que valorizo demais pessoas que nem sempre correspondem a esse valor, ao passo que negligencio outras de valor inestimável, como meus pais, minha esposa e minha filha. Mas isto deve mudar.
Entendo que tempo é o único recurso realmente não-renovável que temos. O nosso dia sempre tem 24 horas e nem uma fração de segundo a mais. E não há como comprarmos mais tempo. Isto significa que tempo gasto com algo inútil é tempo desperdiçado e impossível de recuperar!
A vida é realmente curta demais para desperdiçarmos o tempo com quem não nos dá valor e com besteiras. Não façamos isto!
Em 2004 comecei meu primeiro blog. Mas publiquei apenas a mensagem inicial e depois nunca mais.
Dessa vez quero fazer algo mais legal. Acho que agora enxergo as coisas de outra forma e este blog vai me ajudar a manter o contato com meus amigos e a compartilhar com quem quiser, um pouco do que eu penso e sou.
Sou um cara de sorte, pois tenho muitos amigos e amigas! Gente que me atura e com quem posso contar nas horas difíceis. E é a essa gente que este blog é dedicado, aos meus amigos presentes e futuros!